Poluição Sonora: Prefeitura regulamenta mapa do ruído em São Paulo


A Prefeitura de São Paulo regulamentou no dia 3 de maio a elaboração do Mapa do Ruído Urbano do Município.

A iniciativa vai possibilitar que o município tenha um diagnóstico de ruído territorializado e realizar as intervenções urbanas necessárias para o melhoramento da qualidade de vida das pessoas que residem em regiões afetadas pelo alto nível de poluição sonora.

A iniciativa, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), vai possibilitar que a cidade melhore a qualidade ambiental e urbanística das regiões orientando os locais que irão receber a adoção de políticas públicas.

A produção do mapa foi instituída como obrigatória em 2016 pela Lei 16.499 do Executivo e deve ser realizada por região.

O município tem o prazo de até 7 anos para concluir as pesquisas, o mapa digital com a resultado final será disponibilizados no portal GeoSampa.

As áreas prioritárias serão definidas por um Grupo Gestor intersecretarial, sob coordenação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, composto pelas secretarias municipais de Mobilidade e Transportes (SMT), Subprefeituras (SMSUB), Verde e Meio Ambiente (SVMA) e Inovação e Tecnologia (SMIT).

Na América do Sul, cidades como Santiago e Medellín já trabalham as necessidades urbanísticas seguindo informações do Mapa de Ruído.

Além de São Paulo, Bogotá e a cidade de Quito já estão em fase avançada de estudos para implantação.

Parque vai reduzir ruído no Minhocão

Em 24 de abril, a Associação Brasileira para a Qualidade Acústica (ProAcústica), em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento (SMDU), divulgou um estudo mostrando que os ruídos urbanos na região do Elevado Presidente João Goulart (Minhocão) podem ser reduzidos pela metade com a implantação do parque do Minhocão.

A Secretaria Especial de Comunicação de São Paulo informou que o viaduto atinge os empreendimentos com níveis sonoros entre 69 e 76 decibéis. Ao ser interditado ao tráfego – apenas com o fluxo existente na Rua Amaral Gurgel – a região ficará com 10 decibéis a menos.

Além do desconforto e estresse, estudos revelam que a exposição ao ruído pode causar e/ou potencializar doenças como infarto, diabetes e pressão alta ao longo do tempo.

“Se os gestores entenderem que o mapa de ruído é uma ferramenta que determina a qualidade de vida das pessoas, nós teremos um grande avanço na paisagem sonora de São Paulo e consequentemente na saúde dos seus habitantes” – afirmou Edison Claro de Moraes, presidente da ProAcústica e diretor da Atenua Som

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