Quantos e quais dB causam tinnitus irreversível?

Jovem tampando os ouvidos enquanto duas pessoas seguram megafones direcionados a ela. Fundo rosa sólido

O tinnitus, popularmente conhecido como zumbido no ouvido, está entre os sintomas auditivos mais relatados no mundo atualmente. Embora ainda seja frequentemente associado ao envelhecimento, observa-se um aumento expressivo de casos entre jovens e adultos, sobretudo em razão da exposição constante a sons intensos no cotidiano, seja no trabalho, no lazer ou no uso prolongado de fones de ouvido.

Diante desse cenário, surge uma dúvida central: quais níveis de decibéis podem causar tinnitus irreversível? Mais do que isso, muitas pessoas querem saber se existe um limite considerado seguro, quanto tempo de exposição é suficiente para provocar danos permanentes e de que forma o ruído impacta, na prática, a saúde auditiva ao longo dos anos.

Ao longo deste post, você vai compreender de forma clara e progressiva como a intensidade sonora e o tempo de exposição se relacionam com lesões no sistema auditivo.

O que são decibéis (dB) e como eles afetam a audição?

O decibel (dB) é a unidade utilizada para medir a intensidade do som e tem impacto direto na saúde auditiva. E, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a escala de decibéis não é linear, mas logarítmica, o que significa que pequenos aumentos numéricos representam elevações expressivas na intensidade sonora percebida pelo ouvido humano.

Para facilitar a compreensão, sons em torno de 30 dB correspondem a ambientes silenciosos, como bibliotecas, enquanto uma conversa normal costuma variar entre 50 e 60 dB. Já o trânsito leve pode alcançar cerca de 70 dB, ao passo que tráfego intenso, máquinas industriais, shows e boates frequentemente ultrapassam os 85 dB, chegando facilmente a níveis acima de 100 dB.

Pessoa com a cabeça apoiada na mesa demonstrando estresse extremo causado pela exposição a altos níveis de ruído e decibéis no ambiente.

De forma geral, a audição humana tolera sons de até aproximadamente 70 dB sem risco significativo de lesão. A partir desse patamar, especialmente quando a exposição é frequente ou prolongada, começam a ocorrer danos progressivos no ouvido interno, aumentando o risco de perda auditiva e do desenvolvimento de tinnitus.

O que é tinnitus e por que ele surge?

O tinnitus é a percepção de um som que não existe no ambiente externo e pode se manifestar de diferentes formas, como chiados, apitos, zumbidos contínuos, pulsação ou estalos. Esses sons não estão presentes no ambiente, mas são percebidos de maneira real pelo indivíduo, podendo surgir em um ou ambos os ouvidos e variar bastante em intensidade e frequência.

Ademais, é importante compreender que o tinnitus não é uma doença em si, mas um sintoma. Na maioria dos casos, ele está associado a alterações no sistema auditivo, como lesões nas células ciliadas do ouvido interno, perda auditiva induzida por ruído, envelhecimento natural da audição, uso de medicamentos ototóxicos e até fatores emocionais e metabólicos que interferem na forma como o cérebro processa os sons.

Quando essas alterações auditivas se mantêm ao longo do tempo e não são tratadas adequadamente, o zumbido tende a se tornar persistente. Nesses casos, o tinnitus pode evoluir para um quadro crônico e, em determinadas situações, tornar-se irreversível, impactando diretamente a qualidade de vida do paciente.

Quais são os tipos de zumbidos?

Os tipos de zumbido podem variar de acordo com a forma como o som é percebido e com sua origem no organismo. O mais comum é o zumbido subjetivo, aquele que apenas o paciente consegue ouvir, geralmente associado à perda auditiva, exposição a ruídos intensos ou alterações no processamento cerebral dos sons.

Outro tipo importante é o zumbido objetivo, mais raro, que pode ser identificado também pelo examinador durante a avaliação clínica. Nesses casos, o ruído costuma estar relacionado a alterações vasculares ou musculares próximas ao ouvido, como espasmos ou mudanças no fluxo sanguíneo local.

“Tensões musculares na região cervical e na mandíbula podem ser causadas por ansiedade, por exemplo, o que pode desencadear o zumbido.”

Matheus Rodrigues Sales, fonoaudiólogo

Além disso, o zumbido pode ser classificado como pulsátil ou não pulsátil. O zumbido pulsátil acompanha o ritmo dos batimentos cardíacos e costuma ter relação com causas vasculares, enquanto o não pulsátil está mais ligado a alterações auditivas, neurológicas ou metabólicas, sendo o tipo mais frequente na população.

Existe um nível de dB que causa tinnitus irreversível?

Não existe um único número capaz de determinar exatamente quando o tinnitus se tornará permanente, uma vez que esse risco depende da combinação entre a intensidade sonora, medida em decibéis, e o tempo de exposição ao ruído. Ainda assim, à medida que esses fatores se somam, estudos científicos e normas de saúde ocupacional permitem identificar faixas de risco bem definidas, que ajudam a compreender em que momento a audição começa a sofrer danos progressivos.

Nesse contexto, as células ciliadas do ouvido interno exercem um papel fundamental, pois são responsáveis por converter as vibrações sonoras em impulsos elétricos enviados ao cérebro. No entanto, como essas células não possuem capacidade de regeneração, exposições repetidas a sons intensos acabam comprometendo sua função. Como consequência direta, a transmissão adequada das informações sonoras passa a falhar de forma gradual.

Diante dessa falha na comunicação auditiva, o sistema nervoso central tenta se adaptar, aumentando a atividade neural em áreas do cérebro relacionadas à audição. Com o passar do tempo, esse processo de compensação deixa de ser apenas temporário e passa a se consolidar, o que explica por que o tinnitus tende a se tornar crônico, especialmente quando a exposição ao ruído intenso continua acontecendo ao longo dos anos.

Sons acima de 85 dB

A partir de 85 dB, já existe risco real de dano auditivo. Esse é o limite adotado por normas de segurança do trabalho como ponto crítico para exposição contínua. Exposição prolongada a sons nessa faixa pode causar:

  • Microlesões nas células ciliadas;
  • Fadiga auditiva;
  • Zumbido temporário após o ruído.
Homem com as mãos apoiadas na cabeça com expressão de dor devido a barulho

Com o tempo, essas microlesões se acumulam e podem evoluir para tinnitus permanente. Mesmo dentro do chamado “limite legal”, a exposição diária e contínua pode levar à perda auditiva progressiva e tinnitus crônico.

Sons entre 90 e 100 dB

Quando a exposição sonora se mantém entre 90 e 100 dB, o risco para a saúde auditiva passa a ser elevado, especialmente porque o tempo seguro nesse intervalo varia apenas entre 15 minutos e, no máximo, duas horas. Ambientes como shows, eventos, boates e locais com máquinas industriais sem proteção adequada se enquadram nessa faixa e exigem atenção redobrada.

Nessas condições, é comum que muitas pessoas percebam o surgimento de zumbido logo após o término da exposição. Quando esse sintoma passa a ocorrer de forma repetida, indica que o sistema auditivo está sendo sobrecarregado, o que aumenta de maneira significativa o risco de que o tinnitus se torne permanente.

Sons acima de 100 dB

Quando os níveis sonoros ultrapassam a marca de 100 dB, o risco para a audição torna-se extremamente elevado, já que o tempo considerado seguro de exposição passa a ser de apenas alguns minutos. Ambientes como trios elétricos, caixas de som muito potentes e o uso de ferramentas industriais sem proteção adequada se enquadram nessa faixa e representam uma ameaça direta.

Nessas condições, a exposição repetida ao ruído intenso pode provocar danos permanentes em um curto espaço de tempo. Isso ocorre porque as estruturas sensoriais do ouvido interno são rapidamente sobrecarregadas, aumentando significativamente a probabilidade de perda auditiva definitiva e do desenvolvimento de tinnitus irreversível.

Sons acima de 110 dB

Quando os níveis sonoros atingem ou ultrapassam 110 dB, o risco para a saúde auditiva passa a ser considerado extremo, já que o tempo seguro de exposição se limita a poucos segundos. Situações como tiros, explosões e a proximidade excessiva de sirenes exemplificam esse tipo de ruído, capaz de provocar impacto imediato.

Mulher com dor no ouvido

Nesses casos, a intensidade sonora é tão elevada que pode causar dor instantânea e lesão irreversível nas células auditivas. Como consequência, a probabilidade de desenvolvimento de perda auditiva permanente e tinnitus crônico é muito alta, mesmo após uma única exposição sem proteção adequada.

Quais grupos são mais afetados por zumbidos?

Entre os grupos mais afetados pelo tinnitus, os jovens ocupam posição de destaque, principalmente em razão do uso frequente de fones de ouvido em volumes elevados. A exposição constante a sons intensos, muitas vezes acima do recomendado, ocorre tanto no lazer quanto no cotidiano, tornando o sistema auditivo mais vulnerável a lesões progressivas.

Além disso, estudos com adolescentes indicam que uma parcela significativa já experimentou episódios de zumbido após longos períodos utilizando fones ou após frequentar ambientes muito barulhentos, como festas e shows. Esse cenário evidencia que o risco não está apenas no volume isolado, mas também na repetição e na falta de pausas para descanso auditivo.

Com o passar do tempo, a combinação entre volume elevado, uso diário prolongado e ausência de intervalos adequados pode resultar em perda auditiva precoce. Como consequência, o tinnitus deixa de ser um sintoma ocasional e passa a se manifestar de forma persistente.

Como prevenir o tinnitus irreversível?

A prevenção do tinnitus deve ocorrer por meio da adoção de cuidados consistentes no dia a dia, começando pelo controle do volume dos sons aos quais a pessoa se expõe. Nesse sentido, evitar níveis acima de 70 dB sempre que possível e reduzir o volume de fones de ouvido são medidas fundamentais para diminuir a sobrecarga do sistema auditivo ao longo do tempo.

mulher ouvindo musica sentada no sofa

Além do controle do volume, o uso de proteção auditiva torna-se indispensável em ambientes ruidosos. Protetores auriculares ajudam a reduzir significativamente o impacto sonoro em locais como indústrias, obras, eventos e espaços com máquinas barulhentas.

Por fim, esses cuidados devem ser complementados pelo respeito às pausas auditivas e pela atenção à saúde de forma integral. Ao fazer intervalos regulares em ambientes barulhentos, o ouvido tem a oportunidade de se recuperar gradualmente.

Como a Atenua Som pode ajudar?

Diante de um cenário cada vez mais ruidoso, investir em soluções de isolamento acústico é uma das formas mais eficazes de reduzir a exposição diária a sons intensos. Nesse contexto, as janelas e portas antirruído da Atenua Som atuam como barreiras acústicas, diminuindo significativamente a entrada de ruídos externos e contribuindo para ambientes mais silenciosos e confortáveis.

Além de promover conforto acústico, essas soluções também favorecem o conforto térmico dos ambientes. Isso acontece porque os sistemas de vedação e os materiais utilizados nas janelas e portas antirruído ajudam a reduzir a troca de calor com o meio externo, mantendo a temperatura interna mais estável tanto em dias quentes quanto em períodos frios.

Dessa forma, ao optar pelas soluções da Atenua Som, é possível aliar desempenho acústico, eficiência térmica e qualidade de vida. A redução do ruído ambiental, somada ao maior controle da temperatura interna, melhora a experiência de uso dos espaços e representa uma estratégia preventiva importante para quem busca ambientes mais saudáveis e confortáveis.

Janela de vidro com cortinas brancas abertas, permitindo a entrada da luz do sol, iluminando suavemente o ambiente interno.

Ao longo deste conteúdo, ficou evidente que a combinação entre intensidade sonora e tempo de exposição desempenha papel central no desenvolvimento do tinnitus, tornando a prevenção e a conscientização medidas indispensáveis no cotidiano.

No entanto, diante de qualquer sinal persistente de zumbido, desconforto auditivo ou perda de audição, é fundamental procurar um especialista. O acompanhamento com um médico otorrinolaringologista ou profissional capacitado permite identificar a causa do problema, orientar o tratamento adequado e evitar a progressão do quadro, preservando a audição e a qualidade de vida a longo prazo.

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