Barulho de trânsito: quantos decibéis bate na janela?
O barulho do trânsito faz parte da rotina urbana e soma carros, ônibus, motos, obras, aviões e vida noturna. Esses sons frequentemente ultrapassam limites seguros.
Muitos tratam como incômodo, mas a OMS reconhece como problema de saúde pública. Ruído constante afeta sono, humor, estresse e qualidade de vida.
Neste stories, você vai entender quantos decibéis chegam à janela, impactos na saúde, leis de proteção e estratégias para reduzir a exposição aos sons urbanos.
O QUE É POLUIÇÃO SONORA?
Poluição sonora é a presença de sons excessivos ou desagradáveis que ultrapassam a tolerância do ouvido e prejudicam o bem-estar e a rotina.
Ela ocorre quando volume, frequência ou repetição interferem na comunicação, no descanso e nas atividades diárias.
Diferente de outras poluições, ela não deixa marcas visíveis, mas mantém o corpo em alerta, aumenta estresse, dificulta foco e fragmenta o sono.
Janelas de casas próximas a avenidas podem receber entre 70 e 90 dB, variando conforme tráfego, velocidade e proximidade da rua.
QUANTOS DECIBÉIS CHEGAM À JANELA DAS CASAS?
O trânsito intenso costuma ficar entre 70 e 80 dB, tornando áreas urbanas naturalmente mais ruidosas. Em horários de pico, o som sobe.
Mesmo com janelas fechadas, vidro comum reduz apenas 10 a 20 dB, permitindo que boa parte do som externo invada o interior.
FONTES DE RUÍDO QUE MAIS ATINGEM AS JANELAS
O trânsito é a fonte mais lembrada, mas não é a única. Muitas atividades urbanas elevam o ruído e tornam o ambiente mais desgastante.
O tráfego aéreo afeta cidades: perto de aeroportos, picos podem chegar a 130 dB em pousos e decolagens.
Obras e construções também elevam a poluição sonora: britadeiras, máquinas e serras chegam perto de 110 dB. E, a vida noturna completa o cenário.
Ruído prolongado afeta todas as idades, mas crianças, jovens e idosos tendem a ser mais sensíveis às mudanças sensoriais.
Distúrbios do sono: ruído atrapalha adormecer, causa despertares e sono leve, fragmentando o descanso e aumentando a fadiga.
Irritabilidade: o cérebro em alerta reduz tolerância e aumenta explosões emocionais, tensão muscular e cansaço constante.
Ansiedade: barulho crônico eleva cortisol, mantém ciclo de tensão e pode aumentar frequência cardíaca e desconforto físico.